Sobre o Filme
Quando pensamos na trilogia clássica de "A Múmia", é inevitável lembrar do carisma solar de Brendan Fraser e da química que moldou as nossas tardes de cinema na TV. Em 2008, a franquia resolveu trocar as areias do Egito pelas misteriosas paisagens da Ásia em "A Múmia: Tumba do Imperador Dragão". Sob a direção de Rob Cohen, o longa tenta injetar um fôlego novo na saga, apostando em uma escala grandiosa de efeitos visuais, artes marciais e na mitologia milenar chinesa, transformando a clássica aventura em um espetáculo de pura fantasia pop.
Por que Vale a Pena
A grande mudança desta sequência, no entanto, está nos bastidores e na tela. A inesquecível Evelyn Carnahan ganha nova face com a entrada de Maria Bello, que substitui Rachel Weisz e tenta encontrar seu próprio tom ao lado de um Rick O'Connell um pouco mais madurado pelos anos. Em contrapartida, quem rouba a cena é o jovem Alex O'Connell, interpretado por Luke Ford, cujo ímpeto inconsequente serve de catalisador para a trama. Quando o rapaz acidentalmente liberta o tirânico soberano oriental, interpretado com imponência por Jet Li, a dinâmica familiar de heróis relutantes se vê novamente obrigada a salvar o mundo.
Atuações e Produção
Visualmente, o filme abandona o terror aventuresco dos dois primeiros capítulos e mergulha de cabeça em uma estética de videogame hiperativa. Rob Cohen prioriza o barulho, o CGI em massa e a ação desenfreada, desde avalanches nas montanhas nevadas até batalhas colossais entre exércitos de terracota. É bem verdade que o tom derrapa muitas vezes para o exagero infantilizado — com direito a Yetis fofos mas letais —, afastando-se daquela atmosfera nostálgica e sombria que cativou o público em 1999, mas ainda mantendo o ritmo acelerado que impede o espectador de olhar para o relógio.
Avaliação Final
A nota 5.5 no TMDB reflete com bastante justiça a divisão de opiniões que o longa carrega até hoje. Não estamos diante da obra-prima despretensiosa do original, e a ausência da química clássica original pesa no resultado final. Contudo, se assistido com as expectativas alinhadas, "A Múmia: Tumba do Imperador Dragão" funciona como uma sessão da tarde inofensiva e colorida, daquelas feitas para desligar o cérebro e curtir efeitos mirabolantes sem compromisso.








