Sobre o Filme
Lançado em 1995, "Ace Ventura 2: Um Maluco na África" encontrou o comediante Jim Carrey no auge absoluto de sua energia histriônica, logo após o sucesso estrondoso de "O Máscara" e "Débi & Lóide". Sob a direção de Steve Oedekerk, que assumiu o comando no lugar de Tom Shadyac, a continuação abandona o cenário urbano do primeiro filme e mergulha de cabeça em uma aventura tresloucada em solo africano. A premissa é simples e serve apenas como desculpa para o festival de caretas e improvisos que consagrarão o protagonista: Ace precisa deixar seu exílio espiritual no Himalaia para encontrar um morcego sagrado e evitar uma guerra tribal.
Por que Vale a Pena
O grande motor do filme continua sendo a atuação física incomparável de Jim Carrey. Ele não interpreta apenas um detetive de animais excêntrico; ele é uma força da natureza em constante ebulição, cujos trejeitos e piadas visuais desafiam a própria lógica do desenho animado em live-action. O elenco de apoio, encabeçado por Ian McNeice como o divertido Fulton Greenwall e Simon Callow como o diplomata Cadby, funciona perfeitamente como escada para as excentricidades de Carrey. Destaque especial para as interações hilárias de Ace com a fauna local, que vão desde elefantes até um infame e inesquecível encontro dentro de um rinoceronte mecânico.
Atuações e Produção
Embora seja classificado nas caixas de locadora como uma mistura de crime, comédia e aventura, o filme não está nem um pouco preocupado em fazer sentido lógico como investigação policial. O roteiro é apenas um pretexto frouxo para encadear esquetes pastelão, piadas autorreferenciais e momentos de pura anarquia visual. Se o primeiro longa já flertava com o absurdo, esta sequência chuta o balde de vez, entregando um humor exagerado que marcou a infância e a adolescência de toda uma geração nos anos 90, especialmente nas exibições vespertinas da TV aberta brasileira.
Avaliação Final
Avaliando com o distanciamento crítico de hoje, "Ace Ventura 2" ostenta com justiça sua nota 6.3 no TMDB: é um produto datado de sua época, que certamente esbarra em sensibilidades modernas e exagera na dose do humor físico. No entanto, ignorar o carisma magnético de Jim Carrey seria um erro imperdoável. É uma comédia descompromissada, feita sob medida para desligar o cérebro e rir sem culpa das maiores absurdidades possíveis, garantindo diversão genuína para quem aceita embarcar na loucura do detetive mais pirado do cinema.



