Dirigido por Harmony Korine, um dos nomes mais radicais do cinema independente americano, Julien Donkey-Boy (1999) segue a linha estética crua e experimental que marcou a carreira do diretor. Ewen Bremner protagoniza ao lado de Chloë Sevigny e do cineasta Werner Herzog — presença rara diante das câmeras — num drama que abandona convenções narrativas tradicionais em favor de uma imersão perturbadora na mente do personagem-título. É considerado um dos filmes mais divisivos da filmografia de Korine, associado ao movimento Dogma 95 pela abordagem crua de câmera e atuação.