Sobre o Filme
Se você é daqueles que não resiste a um bom exemplar do clássico estilo "filme de sábado à tarde" que passa na TV, daqueles cheios de reviravoltas mirabolantes e tensão na medida certa, "Meu Professor, Minha Obsessão" (2018) é uma pedida certeira. Dirigido por Damián Romay, o longa abraça sem vergonha os clichês do *thriller* doméstico e do drama adolescente, entregando exatamente o que o espectador desse nicho procura: entretenimento rápido, direto ao ponto e com uma dose generosa de drama familiar exacerbado.
Por que Vale a Pena
A trama nos apresenta a jovem Riley, interpretada por Laura Bilgeri, que se vê na clássica e desconfortável posição de estudar na mesma escola onde o pai trabalha como professor de inglês. Tentando se enturmar em um ambiente novo e nem sempre receptivo, ela encontra alívio na amizade com Kyla (vivida por Lucy Loken), uma garota solitária que parece ser a companhia perfeita. No entanto, o que começa como uma aliança adolescente típica logo ganha contornos sombrios quando Riley percebe que a obsessão da nova amiga por seu pai ultrapassa (e muito) os limites da normalidade.
Atuações e Produção
Embora carregue a nota 4.9 no TMDB — o que já avisa sobre sua natureza despretensiosa e seu status de telefilme —, a produção cumpre o seu papel de prender a atenção graças ao ritmo ágil comandado por Romay. O elenco entrega atuações funcionais que sustentam o tom novelesco da narrativa, com destaque para a dinâmica entre as duas jovens, que transita rapidamente entre a cumplicidade e a paranoia. É claro que não estamos falando de uma obra-prima revolucionária do cinema suspense, mas sim de um passatempo eficiente que aposta em olhares furtivos, segredos guardados e na clássica tensão de "quem vai descobrir a verdade primeiro".
Avaliação Final
Em suma, "Meu Professor, Minha Obsessão" é aquele filme ideal para desligar o cérebro após um dia cansativo e se divertir com os exageros típicos do gênero. Sem grandes pretensões artísticas, mas com ganchos dramáticos que funcionam bem na tela pequena, a obra diverte na mesma medida em que nos faz lembrar o quanto a adolescência — e as amizades que fazemos nela — pode ser um terreno absolutamente imprevisível e perigoso. Prepare a pipoca e embarque nessa viagem sem julgamentos!

